terça-feira, 5 de julho de 2016

Capitulo 5

Acordo com meu pai batendo na porta. Me levanto e vou abrir.
-Laura, tenho que trabalhar e preciso que você cuide da casa.
-Tudo bem, desso em 1 minuto. - fecho a porta.
    

-Fique atenta, se qualquer coisa acontecer pegue o Pedro, vá para o porão e me ligue. - ele disse passando pela porta.
-Tudo bem, bom trabalho.- Tranco a porta.
 Olho para a casa e noto que ela está toda empoeirada e suja, então decido limpar. Coloco uma música pra tocar na TV e começo abrindo as janelas e arrumando, em seguida pego a vassoura, um balde, rodo e panos para limpar. Estava terminado de tirar o pó quando o Pedro desceu.
-Oi. -ele disse num tom triste e com voz de sono.
-Oi, bom dia! Deve estar com fome, já estou terminado aqui e já faço o almoço. Decidi não tocar mais no assunto de Aline, ele não precisava ficar relembrando isto, o melhor era distraí-lo.
-Não, deixa que eu faço o almoço.
-Se você quer assim, tudo bem! - sorrio, fico feliz por ele querer fazer alguma coisa, e não ficar deitado.
 
Ele vai para a cozinha enquanto continuo tirando o pó.
-Ta pronto.- Vou até a cozinha e ele tinha feito panquecas
- Hmmm, adoro panquecas.
-Então, quer ajuda pra limpar lá em cima?
-Eu adoraria.
-Tudo bem depois de lavar a louça vamos lá.
-Beleza

 Terminamos de comer, eu lavei a louça e o Pedro secou e então subimos para limpar o andar de cima da casa. Começamos a arrumar e depois limpar.
Terminamos lá por umas quatro horas e eu liguei pro meu pai pedindo pizza pra janta. Então o Pedro teve a brilhante ideia de jogar videogame nesse meio tempo.
 Meu pai chegou 18:30 horas, colocou a pizza na mesa e enquanto a gente comia ele contou que tinha nos matriculado em um colégio e que iriamos começar amanhã mesmo. Após o jantar eu lavei a louça enquanto o Pedro e Rafael jogavam videogame. Era muito bom ver os dois felizes.
 Ficamos na sala jogando até umas dez horas, mais ou menos. Até que meu pai mandou irmos dormir. Então subi tomei um banho, coloquei o pijama e fui pro quarto. Chegando lá o Pedro tava sentado na cama.
-Podemos conversar?
-Claro.- Sento-me na cama perto dele.- O que você quer conversa?
-Bem, você lembra aquele quase beijo?
-Lembro.– Como não lembrar.
-Então, eu tenho pensado muito, muito mesmo, nisso e eu acho que você deveria saber porque eu não te beijei.
-Tudo bem, então pode contar.- Também acho que devo saber o porque.
-Não sei como explicar, mas vou tentar.- Ele faz uma pausa.- Eu gosto de você, muito, muito mesmo e tudo o que eu mais queria era te beijar, te ter e eu ia fazer isso naquele momento, mas isso não era certo, pois pra ser algo realmente bom os dois têm que querer.
-Mas, eu queria. Na verdade ainda quero, porque eu gosto de você, gosto mesmo de você.- Ele me olha e simplesmente me beija.








 E foi naquele beijo que eu descobri que devia ficar com ele.

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