quarta-feira, 6 de julho de 2016

Capitulo 6

Um ano depois. . .

 Creio que posso dizer que esse ano foi um dos melhores, na verdade, foi um dos melhores. Estou tendo a vida que sempre quis,eu e Pedro estamos namorando há cerca de 9 meses, estou me dando bem com o meu pai e não há ninguém querendo nos matar e o melhor de todos, fiz amizades. Achei que me mudar para Ohio seria a pior coisa que poderia me acontecer, porém, eu estava errada. É incrível isso, como nos recusamos a fazer certas coisas por medo, as vezes coisas ruins tem que acontece para nos virar de cabeça para baixo e aí, assim, descobrir que o "cabeça pra baixo" na verdade, era nosso lado certo.

 Hoje é domingo e estamos na piscina, jogando vôlei, brincando, nos divertindo,esta tudo ótimo. Fiquei lá até umas cinco horas e então subi pro meu quarto e peguei meu celular e vi uma mensagem da minha amiga do colégio Sarah:

-Ei, vamos sair hoje?
-Vamos, pra onde?
-Tava a fim de ir pro shopping.
-Ok, te encontro lá

 Vou para o banheiro tomar um banho, depois coloquei uma calça legging  e uma blusa básica. Vou até a piscina e aviso os meninos que vou ao shopping com a Sarah.

Nosso objetivo era comprar roupa para uma festa que iriamos na semana seguinte.

-Quero comprar um vestido e você Laura ? - ele me pergunta enquanto andamos e olhamos as vitrines.
-Estava pensando em uma calça jeans e uma blusinha.
-Qual é, pelo menos vai de saia.
-Tudo bem, uma saia então.

Após as compras, paramos para comer.


Cheguei em casa umas nove horas da noite,estava tudo apagado, acho que eles saíram, ou foram comprar algo pra comer. Vou pro meu quarto e ao entrar no banheiro do mesmo, vejo o Pedro no chão sangrando,o banheiro estava alagado de sangue. Corro até ele e o pego em meus braços e vejo que ele já está morto, começo a chorar desesperadamente. Lembro-me que disse que seria a família dele, a família deveria proteger. Eu não pude protege-lo!

Ouço um som estrondoso vindo do que parecia ser a escada, saio correndo do banheiro e  tranco a porta do quarto, abro a janela e saio por lá, me machuco um pouco na queda. Mas mesmo assim continuo correndo, não percebo que havia um carro vindo e a ultima coisa que me lembro são duas luzes fortes e em seguida um grande impacto. 

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